quinta-feira, 23 de agosto de 2012





ADEMAR-HUMANISMO



Humanismo:
Cada palavra de uma imagem.
O tríptico de Hieronymos pode ser analisado de duas formas, uma de cima para baixo e a outra da esquerda pra direita.
Analisando de cima para baixo, podemos ver Jesus numa nuvem, simbolizando o puro, ele está acima de tudo (percebam que ele está sozinho). Movendo um quadro a baixo  vemos um casal de fidalgos, que estão em cima do carro de feno, que este mesmo representa os bens materiais, o que significa que eles são movidos pelos bens materiais, ao lado esquerdo e direito há um anjo e um demônio, respectivamente, o que indica a escolha deles, já que eles estão acima de todo o mundo o que representa o poder deles sobre os outros. Movendo mais um quadro abaixo, vemos o carro de feno, a esquerda uma multidão, e a direita, vários monstros e criaturas. O carro, como já fora dito antes, representa os bens materiais; a multidão representa todo o mundo, que quer pegar um pedaço do carro, mas acabam como as pessoas que estão embaixo do carro, atropeladas, sofrendo e tentando sair. Na frente do carro, os demônios estão conduzindo o carro, que claro, representa que os bens materiais são coisas ruins que não levaremos para a vida após a morte. No ultimo quadro(de baixo) mostra pessoas que “não querem nada com nada”, estão em um lugar escuro, que pode ser a sombra da nuvem de Jesus, isso representa a falsa religião, e com isso eles não se interferem na briga e não recebem as consequências, inclusive estão pegando comida sem problemas.
As relações humanistas são que o povo não procura mais divindades e sim coisas materiais, que inclusive é o que está no centro. A alegoria é entendida pela condenação e o arrependimento, sendo representados, respectivamente, pelas pessoas sendo atropeladas e pelas pessoas que estão tentando sair, e também que Todo o mundo quer os bens materiais e Ninguém quer nada disso, inclusive foram personagens de uma obra de Gil Vicente. Os tipos dizem simplesmente, que a multidão é Todo o mundo e o povo que está na sobra é Ninguém.
A critica da obra é que nós sempre sofremos com as consequências.
Na época as pessoas se importavam tanto com os bens materiais que se esqueceram do importante, mas será que isso acontece apenas naquela época?


Nenhum comentário:

Postar um comentário